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November 11
Dia 10 de novembro é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas auditivos, afirma a Sociedade Brasileira de Otologia. De cada mil crianças nascidas no país, três a cinco já nascem com deficiência auditiva.
A audição é o sentido da percepção dos sons do mundo , é o sentido que nos insere na comunicação humana. É um bem de valor inestimável. Mas só nos damos conta de sua importância quando começamos a perdê-la, quando percebemos dificuldade para entender o que as pessoas falam, dificuldade para ouvir ao telefone ou dificuldade para participar da conversa numa roda de amigos.
O órgão responsável pela audição é o ouvido (ou orelha), que é dividido em 3 partes: a orelha externa, que tem função de captar os sons e conduzi-los até a orelha média; a orelha média tem função de conduzir e converter o som captado no meio ambiental para a orelha interna e a orelha interna transforma os sons ambientes em estímulos para serem conduzidos pelo nervo vestíbulococlear até o tronco cerebral e depois para as áreas da audição no cérebro.
Toda essa estrutura complexa e delicada é responsável pela audição e pelo equilíbrio. Danos causados por alterações em alguma das partes causam a diminuição na capacidade de perceber os sons e compreender as palavras, chamada de surdez.
A perda auditiva tem diferentes tipos e diferentes causas, sendo que todas elas produzem uma redução na percepção de sons e dificulta a compreensão das palavras. A dificuldade aumenta com o grau da perda, que varia de leve a profunda, ou seja, de uma discreta dificuldade auditiva, apenas identificada por um exame específico até a completa ausência da audição, ou anacusia.
Existem diversas formas de tratamento para a perda auditiva, cada uma de acordo com o tipo e a causa do problema e se é reversível ou não. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. E nos casos de perda auditiva irreversível há indicação de aparelhos auditivos (aparelhos contra a surdez), cuja função é amplificar os sons. Estes aparelhos possibilitam a melhora da audição e consequentemente da comunicação desses pacientes, trazendo-os de volta ao convívio social.
Prevenção
Cuidar da audição evitando hábitos e comportamentos que possam prejudicá-la é muito importante, pois grande parte das perdas auditivas é irreversível. A seguir levantamos dicas para prevenir e diagnosticar precocemente a perda auditiva:
v Todas as pessoas devem evitar exposição a ruídos intensos:
Ø usar proteção individual (abafadores colocados no ouvido) nos casos de pessoas que trabalham em ambientes ruidosos e acompanhar a audição com audiometrias periódicas, realizadas por profissionais qualificados.
Ø Evitar o uso de fones de ouvido
v Evitar o uso de cotonetes: a cera é a proteção para o ouvido, no caso de acúmulo excessivo, o que se deve fazer é procurar o médico otorrinolaringologista para retirar o excesso, nunca confie em pessoas não qualificadas.
v Toda mulher, especialmente dos 15 aos 35 anos, deve vacinar-se contra a rubéola. A vacinação é simples e altamente eficaz. Cuidado deve haver também com remédios tóxicos ao ouvido da criança e que são administrados na gestante.
v Toda criança deve ser vacinada contra doenças infecciosas como meningite, caxumba ou sarampo, que podem causar perda auditiva.
v Toda criança deve fazer a triagem auditiva neonatal, o TESTE DA ORELHINHA, pois é a maneira de identificar mais precocemente a surdez e encaminhar para o tratamento assegurando o desenvolvimento adequado da criança.
É muitíssimo importante que o tratamento da criança que tem perda auditiva inicie cedo, já nos primeiros meses. Quanto antes for iniciado o trabalho de habilitação pelos profissionais e pelos pais, maior será o aproveitamento na aquisição da linguagem.
Ana Olívia de L. Prado
Fonoaudióloga – CRFª 16859 October 30
O Plenário aprovou, no último dia 21, o Projeto de Lei 7703/06, do Senado, que regulamenta a profissão de médico e o que são atividades privativas da categoria. Chamada de “Ato Médico”, a proposta define que os médicos são os responsáveis exclusivos pelo diagnóstico de doenças e pela prescrição do tratamento adequado. Por ter sido alterado na Câmara, o projeto volta ao Senado.
Aprovado na forma do substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, o projeto lista as atividades privativas do médico. Entre elas, estão: emissão de laudo de exames feitos por meio de endoscopia e de imagem (ecografia, por exemplo); prescrição de órteses e próteses oftalmológicas; e realização de perícia médica e exames médico-legais, exceto os exames laboratoriais de análises clínicas, toxicológicas, genéticas e de biologia molecular. O texto foi aprovado com as emendas da Comissão de Seguridade Social e Família.
Procedimentos Atividades privativas mais óbvias também são explicitadas pelo texto, como indicação e execução de cirurgias; bloqueios anestésicos e anestesia geral; e execução de procedimentos invasivos, sejam da pele - com uso de produtos químicos ou abrasivos - ou do tecido abaixo da pele - como drenagem, enxerto ou sucção -, assim como em orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos.
Outras profissões O substitutivo define como não privativos de médicos os diagnósticos realizados por outros profissionais, tais como o psicológico e o nutricional, além das avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e psicomotora. Segundo o texto, todos os procedimentos definidos como privativos de médico não se aplicam ao exercício da odontologia, no âmbito de sua área de atuação.
Competências As competências específicas de várias profissões regulamentadas também são resguardadas. Incluem-se nesse caso as de assistente social; biólogo; biomédico; enfermeiro; farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo; nutricionista; educador físico; psicólogo; terapeuta ocupacional; técnico e tecnólogo de radiologia.
Profissões correlatas que vierem a ser regulamentadas também têm suas competências específicas resguardadas pelo texto.
Injeções Atividades mais simples, normalmente feitas por outros profissionais ligados ao setor da saúde, são explicitamente citadas como não privativas de médico. Entre elas podem ser citadas: aplicação de injeções subcutâneas, intramusculares ou intravenosas; coleta de material biológico para análise laboratorial; realização de exames citopatológicos (análise de amostras de células) e seus laudos; e realização de cateterismo sem cirurgias (no esôfago ou no nariz, por exemplo). Será necessária, entretanto, a indicação médica para o procedimento.
Também está excluído das ações privativas de médicos o atendimento a pessoa sob risco de morte iminente.
Administração e ensino Além das atividades privativas, somente médicos podem exercer a direção e chefia de serviços médicos, assim como a coordenação e supervisão de trabalhos relacionados com suas áreas de atuação, como perícias e auditorias. Também o ensino de disciplinas especificamente médicas e a coordenação dos cursos de graduação em Medicina, dos programas de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para a categoria devem ser exercidos por esses profissionais.
Relator pela Comissão de Seguridade, o deputado Eleuses Paiva (DEM-SP) avalia que a aprovação do projeto significa um momento histórico para a profissão. “Estamos regulamentando uma das mais antigas profissões, cuja prática, no Brasil, está no nível das melhores medicinas internacionais”, ressaltou.
Assessoria de Comunicação
Jornalista responsável: Antonio Júnior
Fone: (61) 3216-6786 - e-mail: cssf@camara.gov.br
Sinceramente não sei nem o que dizer...
Indico a todo cidadão de bem que leia o projeto de lei do ato médico no site da câmara dos deputados... Pra tentar entender quais as implicações disto!
October 26
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"A juíza da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, Maria Lúcia Lencastre Ursaia, determinou que os símbolos religiosos (crucifixos, imagens, entre outros) poderão permanecer nos órgãos públicos.
A decisão liminar da juíza indeferiu o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para a retirada dos símbolos dos prédios públicos. A ação teve início com a representação do cidadão Daniel Sottomaior Pereira, que teria se sentido ofendido com a presença de um crucifixo num órgão público.
No pedido feito dia 31 de julho, o MPF entendeu que a foto do crucifixo apresentada pelo autor desrespeitava o princípio da laicidade do Estado, da liberdade de crença, da isonomia, bem como ao princípio da impessoabilidade da administração pública e imparcialidade do Poder Judiciário. Porém, a juíza entendeu que não ocorreram ofensas à liberdade de escolha de religião, de adesão ou não a qualquer seita religiosa nem à liberdade de culto e de organização religiosa, pois são garantias previstas na Constituição.
Para a magistrada, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição antireligiosa ou anticlerical. "O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos", afirmou ela, na decisão."
http://br.noticias.yahoo.com/s/21082009/25/politica-justica-nega-proibicao-crucifixos-orgaos.html
Dá o que pensar esta decisão. Ninguém considera agressiva a exposição de um crucifixo num espaço público. O que esta mesma juíza pensaria se na porteira da prefeitura o Prefeito resolvesse colocar uma imagem do S. Tranca Rua? E se eu quiser colocar imagens dos pretos velhos no meu consultório? O que pode acontecer...
Seja lá como for, não desanimemos. Esta decisão abre precedente para decisões futuras... Pensemos nisso.
| | October 15 Antigamente, muito antigamente, no tempo em que vivia entre os Tucuna, o Sol era um moço forte e muito bonito.
Por ocasião da festa de Moça-Nova, o rapaz ajudava sua velha tia no preparo da tinta de urucu. Ia à mata e trazia uma madeira muito vermelha, chamada Muirapiranga.
Cortava a lenha para o fogo onde a velha fervia o urucu para pintar os Tucuna. A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha.
Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga e a velha tia ainda resmungava insatisfeita. O rapaz resolveu então que acabaria com toda aquela trabalheira. Olhou para o fogo que ardia, soltando longe suas faíscas. Olhou para o urucu borbulhante, vermelho, quente.
Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu: - Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada. Julgava e desejava que o moço morresse. Mas, à medida que ia bebendo a tintura quente, o rapaz ia ficando cada vez mais vermelho, tal qual o urucu e a muipiranga. Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens e passou desde então a esquentar e iluminar o mundo.
Stela Brito
October 08
Porangatu está em verlmelho
Acostumada a paisagem do sudeste brasileiro, perambulando entre o Vale do Paraíba, Litoral Norte de São Paulo e Sul de Minas onde a predominancia de regiões montanhosas das Serras do Mar e da Mantiqueira estão cobertas com resquícios de mata atlântica, plantações de café, e pastagens formando um mar revolto de morros verdes na maior parte do ano, as chapadas semi-úmidas do planalto central transmitiram uma calmaria angustiante.
O que mais ipressiona na paisagem goiana são os quilômetros e mais quilômetros desmatados. A planície deixa ainda mais visível a atroz realidade: milhões de hectares do que era a paisagem do cerrado brasileiro queimados cedendo lugar ao pasto para pecuária extensiva. E o que menos se vê aqui é gado. Agora entendo melhor o termo "extensiva". No sudeste brasileiro, mesmo apesar das montanhas vemos muito gado ao longo das estradas, por aqui esperava muito mais, por que é uma região famosa pelas incontáveis fazendas dediádas à pecuária.
Parece que os bois se esconderam de mim. Percorri cerca de 430 km para o norte de Goiânia, e nada, ou quase nada, vi do tão famoso gado.
Quanto mais ao norte andei, menos vi de pecuária. Tem muitos quilômetros de capim plantado... Uma pista deles?
As cidades são muito pobres, pouco pavimentadas, deixando a mostra a terra roxa que com o calor e a pouca umidade espelha-se pelas estradas, pelas paredes, pelas pessoas tornando a paisagem vermelha como a terra.
Até o pouco gado que vi é também vermelho terra... Na hora do corte a terra entranhada no couro dos bichos mistura-se com o sangue... Como será isso?
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